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The Book of Imaginary Beings

22/04/2009

bookofimaginarybeingsO escritor argentino Jorge Luis Borges é conhecido por uma erudição enciclopédica e por seu interesse por situações metafísicas, filosóficas, matemáticas. Inclusive a Taverna Fim do Mundo tem planejada uma semana com uma resenha de Borges a cada dia. Aguardem..

Borges é um dos escritores sobre o qual eu mais ouvi a frase “queria tanto ler, mas não consigo”. De fato, ler contos onde praticamente metade dos parágrafos tem notas de rodapé ou referências a livros de mais de 500 anos em latim, grego ou aramaico não é para qualquer um. A minha sugestão pra essas pessoas é: leia o que você entende. Ligue o trator e siga adiante, que uma leitura rasa já auxilia uma releitura. E até para os iniciados, Borges é um escritor que floresce muito nas releituras.

No Book of Imaginary Beings, Borges cria uma enciclopédia informal sobre animais fictícios. O livro passa tanto por criaturas esperadas nesse tipo de coletânea, como centauros e dragões, como pelos mais inusitados, tal qual serpentes com duas cabeças, uma em cada extremidade, ou Á Bao Qu que, francamente, é estranho demais para descrever em poucas palavras, ou ainda a estátua de Condillac, que já discuti em um post anterior.

A obra está longe de ser completa, mas esse não é o propósito. Borges quer apenas tecer comentários sobre alguns animais sem nenhuma pretensão de esvaziar o tema. O livro chega a ser uma piada interna do próprio universo borgiano, onde artefatos de mundos alternativos acabam transbordando para o mundo real.

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