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Foundation

06/05/2009

foundationQuando Isaac Asimov começou a escrever a série Foundation aos 21 anos, ele não imaginava que estava criando uma das obras que mais influenciou a ficção científica no século XX. Não é exagero, legiões de escritores atribuem a Asimov o início do seu interesse no gênero.

A série Foundation se passa ao longo de milhares de anos. Em um futuro distante, a humanidade está espalhada por toda a galáxia em um gigantesco império e sequer lembra qual o seu planeta de origem.

Nesse meio, o matemático Hari Seldon desenvolve uma ciência chamada psicohistória. Essa ciência parte do presuposto de que as ações de um indivíduo são imprevisíveis, assim como a localização de um átomo não pode ser determinada pela física. As ações de grandes concentrações de pessoas, no entanto, podem ser previstas com precisão de profecia. Hari Seldon descobre que o Império irá ruir e que se seguirá um período de 30 mil anos de barbárie e destruição.

Nada pode impedir esse acontecimento, mas Hari Seldon desenvolve um pano para diminuir o período de trevas de 30 para mil anos. Ele pretende construir em dois extremos da galáxia duas fundações científicas que reunirão todo o conhecimento acumulado da humanidade, para que ele sobreviva a essa Idade Média espacial e reconstrua o Império Galáctico.

Com a queda do Império, a frágil Fundação se vê acuada por diversos reinos que desejam conquistá-la, em particular por ainda possuir tecnologia nuclear, que desaparece com o poder centralizado. Incapaz de se defender militarmente, a Fundação começa a vender tecnologia para os diversos reinos à sua volta, sempre tentando manter um equilíbrio de poder entre eles. Se um se tornar poderoso o bastante para dominar os outros, a Fundação estaria acabada. O autor baseou a sua história na queda do Império Romano.

Apesar da excelente premissa e do papel que teve na história da ficção científica, Foundation é um livro mediano. Asimov utiliza muitos artifícios Deus ex machina na história. Duas ou três vezes a Fundação inverte uma situação política perdida com uma reviravolta milagrosa mal encaixada na narrativa. Os personagens de Asimov também costumam ser meio duros, funcionando como meras bocas para fazer a história andar adiante do que pessoas de fato.

Não me entenda mal, o livro não é ruim, mas confesso que se não tivesse o interesse pessoal de escritor em estudar sistemas de narrativas e idéias do gênero, não me aventuraria a ler as sequências. Valeu para mim mais como referência do que como literatura propriamente dita.

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