Filme: They Live; dirigido por John Carpenter

"Qual o problema neném? Por que você parou?"
No final do show o hipnotizador disse para a platéia, “Acordem.”
Uma coisa estranha aconteceu.
Um deles acordou até o fim.
Assim começa o conto Eight O’Clock in the Morning, escrito em 1963 por Ray Nelson, no qual o diretor John Carpenter baseou o seu filme They Live, de 1988. O conto é bem pequeno, coisa de dez a quinze minutos, e está distribuído integralmente em inglês na internet. Vale a pena ler.
Na história de They Live seguimos George Nada, um desempregado que vaga pelas ruas de Los Angeles em busca de trabalho e se defronta com uma dura realidade de um mundo dominado por consumismo e ganância. Ao encontrar um par de óculos em uma igreja usada como fachada para um grupo de resistência que tenta em vão “acordar” as pessoas, Nada enxerga a realidade.
Os seres humanos são controlados por criaturas alienígenas cuja real aparência é ocultada através de uma transmissão de televisão que as faz parecer pessoas normais. Através dos óculos, Nada vê um mundo recheado de mensagens subliminares nos outdoors, revistas, jornais e se une à resistência na tentativa de mostrar a realidade às pessoas.

Qualquer semelhança com o mundo real é mera coincidência.
They Live é um filme B que não esconde suas raízes ou orçamento limitado. Os cenários são em grande parte terrenos baldios ou qualquer galpão que o diretor conseguiu alugar por preço de banana. As cenas de ação são mal coreografadas e Roddy Pipier, que interpreta Nada, é um lutador canadense de luta-livre que não consegue dar lá muito peso à interpretação, fator que cabe muito bem no tom bem-humorado do filme. Afinal, falas como “Eu vim aqui chutar traseiros e mascar chiclete. E acabou o meu chiclete” não precisam de muita desenvoltura artística.
O mundo do filme é de um controle muito mais sutil do que o encontrado em longas como Matrix, o que dá mais força aos traços políticos. They Live é considerado um ácido comentário sobre a era Reagan de uma tendência de consumo que só cresceu nesses vinte anos e não deve faltar no currículo de amantes de ficção científica B. Segue o trailer abaixo.


Brother, preciso ver esse filme! Parece sensacional!!
Como já havia te dito, gosto dos filmes do Carpenter – acho que sou um dos poucos que gostam do “Vampiros”, com o James Woods.
Apenas por curiosidade, tem uma mulher no elenco do “They Live” – acho que é a pessoa com o olho azul mais claro que já vi na vida -, que participou daquele filme do Ruthger Hauer, em que ele interpreta um ninja cego. Lembra desse?
Aliás, Solari, vc tem que fazer post para o Carradine, que morreu hoje. Tô na espera!
Falou!!
É muito bom o filme mesmo e eu tenho ele aqui guardado. Segue na nossa lista para futuras sessões de cinema.
E a atriz se chama Meg Foster ela ainda aparece de vez em quando, como em o Homem da Máscara de Ferro, mas mais em séries do tipo Miami Vice, Xena, Star Trek e muitas mais. Esse filme com o Ruthger “Replicante” Hauer eu não conheço.
Sobre o Carradine, eu conhecia pouco dele (Kung Fu), de forma que não saberia fazer uma homenagem à altura. Mas o pouco que eu vi eu adorei.
Ôpa.
Segue link para mais informações sobre o filme que mencionei, “Blind Fury”:
http://www.imdb.com/title/tt0096945/
Falou
Heh, esse parece ser bem interessante. Coloquei na lista dos títulos a caçar.
Parece sensacional mesmo o filme. Vamos assistir em uma sessão cinema, sim, por favor rs