Especial Zardoz

Sean Connery no filme Zardoz; talvez o ponto alto de sua carreira
Um especial sobre um grande filme para começarmos o ano direito.
As pessoas conhecem Sean Connery por sua interpretação de James Bond, por ter recebido o Oscar de melhor coadjuvante em Os Intocáveis ou filmes como Indiana Jones a a Última Cruzada, Caçada ao Outubro Vermelho ou A Rocha, mas desconhecem o ponto alto de sua carreira: o filme de ficção científica Zardoz.
Por onde começar?
Na realidade, Zardoz poderia ser classificado como ficção psicodélida. Acredite, pouco tempo depois do início do filme a coisa menos estranha que você vai achar é o figurino que combina tanguinha com bota de prostituta de Las Vegas, rabo de cavalo, bigodão de dar inveja ao Sarney, revólver e bandoleiras, porque isso é o que há de mais normal neste longa de 1974.
A Taverna Fim do Mundo considera o seu dever como divulgadora da ficção científica de apresentar este Especial Zardoz dissecando visualmente as cenas para a plena apreciação dos frequentadores. Confira também o trailer abaixo.

No começo do filme, uma cabeça flutuante com uma toquinha e um cavanhaque pintado como se tivesse saído de uma festa junina nos informa que ela é Zardoz, um ilusionista que viveu 300 anos e finge ser um Deus. Ok...

Uns nativos de cavalo aparecem urrando.

E aí vem a cabeça gigante voadora.

Os bárbaros ficam idolatrando o cabeção.

Aí o cabeção fala: “Vocês são os escolhidos. Armas são boas. Os pênis são maus”. Juro pra vocês.

A cabeça gigante então vomita um monte de armas.

E todos ficam felizes como numa espécie de natal pós-apocalíptico.

Zed aparece pela primeira vez e ameaça atirar contra o expectador. Belíssima metalinguagem, considerando que o filme de fato cria reações adversas em quem o assiste.

Zed se esconde no trigo oferecido ao Deus Cabeça.

E mata o pobre Zardoz.

A cabeça pousa ao lado de uma fazenda.

Os avançados moradores do local encontram Zed e analisam suas memórias.

E Zed relembra aquele passeio gostoso na praia com os amigos.

Quando encontrou o amor.

Nem sei o que falar sobre essa cena.

Zed também rememora suas táticas de incentivo trabalhista com os escravos.

Zed é apresentado ao restante dos escolhidos.

O protagonista faz uma dura crítica ao trabalho de Van Gogh, furando o quadro com o dedinho.

O sujeito do fundo foi acusado de “violência psíquica” por ter pensamentos negativos.

Zed encontra seu lugar no vilarejo, trabalhando com o que faz melhor.

Uma aula de sexo explicando o mistério científico que é a ereção e como eles estão bem melhor sem fazer sexo pelos últimos dois séculos.

Eles mostram um monte de filmes pornôs, tentando identificar qual que causa uma ereção no “selvagem” Zed. Pra um povo que diz que está muito melhor sem sexo até que eles não param de falar no assunto.

Em uma chocante guinada na narrativa, a telepata revela que Zed é um supermutante com potencial de destruir todos eles! A trama se complica.

Escolhidos votam para destruir Zed. É triste saber que trezentos anos no futuro eles não possuem a tecnologia para fazer um corte de cabelo que preste.

Zed tenta fugir, com pouco sucesso.

Ele encontra os renegados telepáticos, que são condenados à senilidade eterna em um baile de meia-idade que não termina nunca.

Os idosos descobrem que Zed tem o dom de morrer e resolvem ajudá-lo a atingir a salvação.

Zed conta sobre o seu primeiro contato com a literatura.

A briga pelo lençol fica feia.

E a mulher semi nua avisa: “Você é o escolhido”. Criativo.

Zed avisa os seus brothers que a hora da invasão tá chegando.

Só mais um dia de trabalho para o exterminador Zed. O que se segue são cinco minutos de orgia no qual eles trocam suas “energias vitais”.

Enquanto traja um vestido de noiva, Zed é auxiliado por um cara vestido de Drácula, outro com cartola e um com uma máscara a encontrar o tal tabernáculo central que dá imortalidade aos escolhidos.

Em um momento que pode ser descrito como Matrix-erótico, Zed adquire todo o conhecimento da humanidade ao transar com uma por uma das mulheres da tribo.













MEDO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Até pra mim, que achei Bayonetta normal!
Esse é barra pesada.
delicioso!
Parece que o James Bond não era tão “alavancador” de carreiras como se pensava, dado que ele fazia o 007 nos anos 60 e o filme é de 74…
Acho que faltou mencionar que ele fala “I’m an Exterminator”. Parece que de Zed para o T-800/1000/3000, tivemos um belo avanço! (e depois reclamavam que o Schwarzenegger chegava pelado do futuro… melhor do que chegar com a roupa do Zed aí!). E o que você tem a comentar sobre a frase “I have seen the future and it doesn’t work” – seria uma profecia sobre os próximos produtos da Microsoft???
Agora eu espero a resenha do tradicionalíssimo “Mr X”.
(sem falar que já passou da hora de fazer uma propaganda sobre “Curb your Enthusiasm”, não?)
Realmente, nesses primeiros modelos de exterminadores eles ainda não tinham desenvolvido a tecnologia de senso de ridículo, com o resultado que vemos acima.
Agora, dar o mesmo tratamento ao “Mr X” é de fato o sonho de uma vida. O ideal que imagino seria deixar o filme rolando na íntegra com comentários, porque ali também tem assunto.
Olha só o link do imdb do Mr X:
http://www.imdb.com/title/tt0852985/
os comentários das reviews são os melhores:
“the kind of bizarre experience that only I and a handful of other enlightened individuals on the entire planet would sit through in its entirety”
“an indecipherable plot”
“for 80 minutes at least, made me forget I have no life between mondays and fridays”
Agora vou acrescentar o filme na minha wish list da Amazon…
Meu Deus… Já tinha visto essa foto do Sean Connery nesses trajes, mas não imaginava que essa imagem vinha de UM FILME INTEIRO de insanidade.
Pretendo assistir esse filme um dia… E talvez o La Montaña Sagrada (A Montanha Sagrada aqui), que chega ser AINDA MAIS insano: http://www.youtube.com/watch?v=V_k8oaeHsnc
Caramba Batista, esse link que você mandou também não faz feio na estranhice.
Mas o pênis também pode ser uma arma!
Sen duvida nenhuma um dos melgores filmes que já vi!!!!