Filme: Silent Running; de 1972
Silent Running é do subgênero da ficção científica hippie dos anos 60 e 70. A humanidade juntou o que restou da vida selvagem e mantém diversas biosferas no espaço, na esperança de um dia reflorestar a Terra.
Até o dia em que acaba a verba. Os tripulantes são ordenados a explodir as cúpulas com o que restou da fauna e flora da Terra para que as naves voltem a se dedicar ao comércio.
E para a maioria dos tripulantes é uma ótima notícia e estão mais do que felizes de voltar para casa. A raça humana agora não enfrenta mais miséria, guerras, todos tem emprego, estão bem alimentados e com conforto. O único que discorda é o guardião da floresta, chamado Freeman, que acaba matando os demais tripulantes para salvar as plantas e animais.
A mensagem ambientalista de Silent Running não é nada sutil. A música bem… característica soa boa parte do tempo enquanto Freeman alimenta coelhinhos ou nada no riacho. Os diálogos também são cheios de clichês como “alguém ainda precisa sonhar”.
Apesar dessa ingenuidade, eu fiquei tocado com alguns momentos do filme depois que me acostumei com o dogmatismo ambientalista. O filme praticamente desapareceu depois de lançado e foi redescoberto por muitas pessoas depois que o DVD foi lançado. Alguns elementos de ficção científica são bem tosquinhos, como os robôs que acompanham a tripulação, mas vale lembrar que o filme é de 72, anterior até a Guerra nas Estrelas.
O ator Bruce Dern, que interpreta o protagonista, odeia ficção científica, mas Silent Running é o seu filme favorito. O longa também teve uma grande influência em Wall-E, que possui uma mensagem semelhante, mas com diferente roupagem.

Passaram com o carrinho em cima do canteiro do cara. Que mancada.

Tomada gratuita de um coelhinho.

Algo que não se vê todo dia: um sujeito plantando margaridas ao lado de uma explosão nuclear.

Freeman tentando ensinar os robôs a plantar uma árvore.

A floresta voando sem rumo pelo universo.
Links [imdb][wikipedia][rotten tomatoes]

