Filme: Deathstalker; de 1983
Se todos filmes com bárbaros defecassem em uma mesma privada, dessa privada sairia Deathstalker
James Rolfe; Cinemassacre.com
Após o sucesso de Conan: o Bárbaro, com Arnold Schwarzenegger, houve uma avalanche de clones nos anos 80. Todos tinham em comum protagonistas musculosos lutando em tanguinhas e brandindo espadas gigantescas. Muitos tinham orçamentos baixíssimos e estavam apenas na onda do sucesso do gênero, mas poucos se distinguem como Deathstalker.
Filmado na Argentina em 1983, o mundo de Deathstalker é cheio de violência e mulheres seminuas. Tão gratuitas são algumas tomadas, que eu cheguei a achar que estava assistindo a algum pesadelo feminista capturado em película.
As lutas são mal coreografadas, a atuação é péssima, as máscaras de nível 25 de março, os figurinos parecem ser feitos com o mais pobre dos tecidos que encontraram, a história é batida, os “efeitos especiais” precisam ser vistos para se acreditar. Se alguém tentasse deliberadamente criar um filme tão ruim, dificilmente teria conseguido. O produtor era conhecido por fazer dez filmes por ano e dá na cara.
A história segue o Conan-dos-pobres Deathstalker conforme ele precisa encontrar artefatos do poder e vencer um maligno feiticeiro para salvar o reino. No caminho ele encontra companheiros que incluem um ex-monstro, um espadachim com pinta de bardo e uma amazona com um figurino que dispensa comentários. Ele entra em um campeonato para decidir quem é o herdeiro do feiticeiro, mas será que o mago irá trair o vencedor? Será?
O filme tem três continuações, mas –e eu não acredito que estou dizendo isso– é lixo demais pra mim. O Cinemassacre fez uma engraçadíssima videoresenha comparativa entre os filmes. Nela, James Rolfe (mais conhecido como o Angry Video Game Nerd) faz a melhor definição do filme, que eu repito mais uma vez: “Se todos filmes com bárbaros defecassem em uma mesma privada, dessa privada sairia Deathstalker”.
O rei precisa de ajuda. E não poderia ter escolhido pior sujeito para resgatar sua filha.
Era uma época selvagem, quando os homens eram homens e as mulheres passavam frio.
Eu desisto. Nem sei o que falar dessa tatuagem na cabeça do vilão.
As tavernas do mundo de Deathstalker não são um lugar no qual você poderia levar a sua mãe.
Arrancar um braço pra bater na cabeça do inimigo. Clássico.

